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Depoimentos, contribuições e outras novidades. Este é um trabalho em andamento, com caráter de arquivo vivo. Caso você identifique informações imprecisas, tenha materiais relevantes para compartilhar, queira reivindicar a autoria de algo ou deseje entrar em contato por qualquer motivo, escreva para: evauviedo@gmail.com.


Depoimento: Zelinda Orlandi Hypolito

Psicóloga clínica e cofundadora do Instituto Imagick

“Em 1989, fui conhecer São Tomé das Letras e achei uma cidade muito diferente, gostei demais.

Juan Uviedo foi um grande amigo. Quando o conheci, não sabia nada do que ele falava. Para mim era bastante diferente. Eu aprendi muito com ele. Foi um grande mestre.

Participou das nossas histórias, participou da nossa vida, participou da Cidade das Estrelas, tem vídeos gravados dele. E ele foi um grande mestre.

Eu queria dar esse depoimento, que foi uma pessoa muito especial na minha vida — na minha, do meu marido, dos meus filhos, de todos nós — porque todos tivemos uma ligação muito forte com ele.

Estudei bastante com ele, aprendi muitas coisas que até hoje me são tremendamente úteis. E agradeço demais por tudo que ele me passou.

Quando ele faleceu… conversei com ele pouco antes. Até no fim, ainda se preocupava comigo, como eu estava, como eu não estava, como estavam meus filhos, mesmo no estado em que se encontrava.

Agradeço demais por ter conhecido, por ter vivido tão próximo e por ter aprendido todas as lições que ele deu para nós e por tudo que foi nas nossas vidas.

Só tenho a agradecer. E tenho certeza de que ele está muito bem, seja lá onde estiver.

Obrigada a todos.”

Zelinda Orlandi Hypolito

Depoimento: Lilian Gouvea

Mentora de Vida e Meditação, Gerenciamento de Energias e Counseling

” No meu segundo ano sabático, depois da Índia, já trabalhava com energias, com meditação e várias coisas. E acabei, por uma coincidência que não é coincidência, fazendo uma viagem com um trailer. E acabei parando na frente da montanha do Juan sem saber.

Quando nós paramos o trailer lá naquele lugar, olhei para a montanha e vi uma luz muito grande. Aquilo me chamou muita atenção. Chamei as pessoas para olharem e elas não enxergaram. Depois a luz sumiu.

Conheci um terapeuta que trabalhava com o mapa de energias. E, quando fiz, falei: “Preciso conhecer quem desenvolveu esse mapa, porque tem tudo a ver com o meu trabalho. ”. Ele disse: “Por isso, não. Você estacionou o seu trailer exatamente na frente da montanha dele”.

Depois de um tempo, acabei subindo na montanha. E tava lá Juan, nessa porteira, e olhou bem para mim e me disse: “Agora você está com a pessoa certa e você chegou”, né? Foi bem especial.

Me chamou atenção que tinham várias pedras e ele nos chamou para sentar e conversar ali no meio da mata, na entrada da montanha. E isso foi em 93, 94. Ele não titubeou, já sentou direto no chão. E, para mim, isso foi muito simbólico, porque, naquela hora, mostrou a humildade dele. Um ser que tem muito conhecimento, mas que tem humildade. Porque na minha opinião, o verdadeiro professor, o verdadeiro mestre, tem muita humildade – quanto mais conhecimento, mais humildade.

Para mim, o Juan foi e é alguém que tem um conhecimento incrível. Uma pessoa brilhante, que desenvolveu uma ferramenta brilhante de autoconhecimento, de autodesenvolvimento e de reprogramação.

Ele desenvolveu um trabalho muito profundo com pessoas de todas as idades, mas fundou a Associação Viva Criança. Na época que o conheci, levei muitos clientes, alunos e amigos queridos para irem até São Tomé e trouxe o Juan para alguns lugares aqui perto de São Paulo para as pessoas poderem receber seus conhecimentos.

E ele sempre indicava as crianças para eu cuidar. Então, agradeço muito ao Juan, porque, graças ao trabalho dele, às descobertas dele, ao lado irreverente e ao conhecimento dele, desenvolveu essa ferramenta que é maravilhosa. Ajudou muita gente, inclusive muitas crianças com vários problemas mentais. Foi uma pessoa totalmente irreverente. Ele mesmo falava que era um psiquiatra maluco, que era um cientista.

Agradeço muito ao Juan por todo o conhecimento que passou para mim, em relação, principalmente, a entender o que acontecia comigo no meu trabalho e todo o conhecimento que passou para todas as pessoas queridas, minhas queridas, pessoas, alunos, clientes, amigos que levei até ele. E ele sempre compartilhou todo o conhecimento.

O pessoal da Montanha, as pessoas que moravam com ele, sempre muito bonito de ver. Tudo que vi foi realmente uma comunidade que funcionou muito bem naqueles anos todos.

É isso. Poderia falar muito mais, mas gratidão, Juan.”

https://www.liliangouvea.com.br/

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Depoimento: Neide Montesano

Neide Montesano, empresária, estudou com Juan Uviedo por mais de uma década. Além de difundir seus ensinamentos, viabilizou e arrecadou doações e suporte institucional para a Associação Viva Criança.

“Falar do Juan Uviedo, para mim, é muito fácil e, ao mesmo tempo, muito difícil, porque foi uma vivência muito profunda. Foram muitos, muitos aprendizados. Muito do que eu aprendi, do que eu observei ao lado dele… Tinha hora que ele não queria ensinar. Ele falava assim: “Fique do meu lado se você quiser aprender, para de querer tudo na mãozinha”, né? Que é o que o xamã faz, né? Isso é uma coisa muito xamânica que ele tinha.

Foi tanto aprendizado… Muitos, muitos se beneficiaram, inclusive. E poucos honraram, porque ele sempre dizia: tudo aquilo que eu tô ensinando para vocês, quando vocês conseguirem, de alguma forma, remunerar, nunca se esqueçam das nossas crianças, da Associação Viva Criança de São Tomé das Letras. Não precisa ser só lá, qualquer criança. Revertam, cuidem das nossas crianças. Nós precisamos que as nossas crianças cresçam entendendo a vida da forma como precisa ser entendida. Poucos honraram, mas não tem problema. Cada um, né, que faça aquilo que tem que fazer.

Mas o que é importante? É importante que não importa em qual momento, se no teatro, se na política, se no xamanismo, se nos cursos de Cosmologia, se atuando para que a gente tivesse uma sociedade mais justa e melhor… Não importa em que forma, em que Juan, né? Qual Juan a gente tá falando? O Juan Uviedo é um ser inigualável.

As pessoas… Eu costumo dizer que as pessoas realmente são insubstituíveis. Elas são insubstituíveis, mas algumas são inesquecíveis, porque elas conseguem fazer com que o ser humano tenha um conhecimento, tenha uma mudança de mindset que pode influenciar muito a vida desse ser humano.

E ele influenciou muito a vida de muitos seres humanos aqui e lá com os Senhores Mais Altos, como dizia ele.

Então, Juan: obrigatório, né? Como dizia você, quando a gente falava “obrigado”, você falava “obrigatório”. Não dá para falar obrigado para você, né? Porque é muito pouco. É uma palavra muito ínfima para tudo aquilo que a gente sente.

Quem não conhece o Juan Uviedo, saiba mais sobre ele. Entrem em informações sobre ele, vão, procurem conhecer Cosmologia, mas com pessoas sérias, com quem ele deixou, que atuam de forma séria com a Cosmologia — e não se dizendo autor, inclusive, ou se dizendo criador, né? E cobrando uma fortuna por isso, e esquecendo, inclusive, das nossas crianças. Era isso que eu queria dizer para vocês.

Eu tive o privilégio de viver ao lado do Juan por muitas vezes no meu sítio, fazendo cursos e aprendendo. Sou xamã, assim… Eu sou, né, estudei cosmologia com ele por 12 anos. Então, assim, eu tenho — acredito eu — que eu tenho muita propriedade em falar do Juan. Não tanto quanto as meninas que vêm com ele desde a Argentina, né, como a Flávia, por exemplo, mas foi uma vivência muito profunda.

Procurem saber sobre o Juan, esse ser inigualável. Inegalável. Ímpar.”

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Depoimento: Rogério Orlandi Hypólito

Presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, que organizou e sediou diversos cursos e workshops com Juan Uviedo.

Assista aqui:

“Para quem não me conhece, meu nome é Rogério Orlandini Hypólito e eu sou o presidente do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick.

E eu queria relatar um pouquinho da minha vivência, do meu contato com o Juan. Tenho um carinho muito especial por ele, por tudo o que ele proporcionou em minha vida, tudo o que me ajudou, tudo o que me ensinou. Ele me ensinou muitas coisas. Cheguei a ter o privilégio de ter aula particular com ele em São Paulo, há uns anos atrás, onde me ensinou Cosmologia, Jogo de Pedras…

E era um período muito bacana porque, além de aprender, sempre me dava umas dicas de como agir, o que fazer, né? Também tive o privilégio de gravar quatro cursos dele em vídeo. E, além disso, o Juan já tinha feito sua passagem, mas o seu ensinamento e os seus discípulos me ajudaram num momento muito difícil da minha vida.

A Flavinha e a Marluce me deram um super apoio com o trabalho dele, a partir do trabalho dele, para eu ter uma retomada de um momento difícil. E foi através dos ensinamentos que ele deixou com essas pessoas, que ele passou para elas, que elas puderam me auxiliar e fazer eu crescer, encarar as coisas sobre um novo formato e seguir minha vida.

Então, o que eu tenho a dizer é que tenho uma saudade muito grande da presença física dele — apesar de astralmente a gente saber que ele está sempre com a gente — mas das vezes que a gente ia no restaurante com os meus pais, ele contava as histórias… A vez que ele roubou a pedra da sala do Fidel Castro, que saiu entre os mortos da Argentina fugido… Era uma história mais legal e mais interessante que a outra.

Queria terminar esse breve depoimento falando uma coisa: o Juan nasceu dia 22 de fevereiro, mesmo dia que nasceu meu avô. E meu pai sempre brincou que o Juan era pai dele também. Então, se o Juan era pai dele também, eu considero ele meu avô. E eu amo profundamente ele e todo o conhecimento. Onde quer que esteja, tenho certeza que, quando eu for embora, ele e meu pai vão ser as primeiras pessoas que vou encontrar lá.

Um beijo em todos e muito obrigado por essa oportunidade.”

leia mais: https://www.imagick.com.br/dom-juan-e-seu-voto-de-pobreza-juan-uviedo/

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Depoimento: Maria Cristina Isnard

Assistente social, viveu na Montanha de 1996 a 2000

Hoje, em 2026, confirmo que os momentos vivenciados em São Thomé, há 30 anos, enriqueceram minha vida em forma de várias experiências e desafios que me serviram de crescimento pessoal e espiritual. Em 1996 senti um chamado para ir morar em São Thomé das Letras (MG). Foi uma experiência incrível e desafiadora viver em comunidade, onde tive a oportunidade de agregar conhecimentos diferenciados e importantes para minha vida. Tanto que em 2022 escrevi e publiquei um livro, concluído após anos de relutância, onde relato a andança que vivenciei na Montanha, um mergulho profundo na coragem por experienciar uma realidade totalmente desconhecida e enlouquecida, baseado em fatos reais.

A seguir, trecho do livro A Jornada da Alma, de Maria Cristina Isnard; publicado com sua autorização.


“A Montanha, quando lá cheguei, era um lugar onde não havia eletricidade e tínhamos água disponível através de mangueiras emenda- das que, frequentemente, se soltavam, sendo necessário buscar o local do acidente a fim de restaurá-la. O percurso dessas mangueiras até a nascente era longo e de difícil acesso. A nascente era um local chamado bica, onde havia uma única torneira e uma caixa d ́água. Ali, lavávamos as roupas, que eram transportadas em baldes. O difícil era o retorno levando o balde pesado, cheio de roupas molhadas, a fim de serem estendidas no varal de minha casa. A bica abastecia toda a Montanha através das referidas mangueiras.

A característica da Montanha era sua aridez e a dificuldade de locomoção, uma vez que não existiam caminhos e, sim, trilhas. Tudo muito rudimentar e certos trechos muito perigosos, principalmente quando chovia, pois era tudo terra. As casinhas construídas eram todas de apenas um cômodo. A Montanha contava com dois banheiros coletivos, bem simples, a cozinha comunitária, construída com pedras. A simplicidade era a tônica da Montanha.

Nas manhãs, todos que compartilhavam aquela comunidade se encontravam para assistir ao nascer do sol. No final da tarde, nos reu- níamos na Praça do Tao, para presenciar o pôr do sol, quando era lido um poema do Tao e comentávamos o tema. Aquele local, como todos da Montanha, era uma área que se destacava pela austeridade e total falta de conforto. Sentávamo-nos em pedras ou no chão. Quando chovia, cada um levava seu pedaço de lona plástica e nos acomodávamos sobre a lama. Apesar da total falta de comodidade, era um lugar bonito, com árvores (não frondosas) que as crianças gostavam de escalar.

Na Montanha, vivenciávamos o TAOÍSMO: ‘da cultura chinesa, doutrina mística e filosófica formulada no sec. VI A.C. por LAO TSÉ que enfatiza a integração do ser humano à realidade cósmica primordial, por meio de uma existência natural, espontânea e serena’.

Na Montanha, o sistema de refeições também se destacava pe- la simplicidade. Eram servidas quatro refeições ao dia: café da manhã, almoço, lanche e jantar. Fazíamos quatro pães enormes na manhã, uti- lizados para alimentar toda a comunidade, sendo servidos também no lanche. O cardápio não apresentava variações. Constava sempre de arroz, feijão, salada e verduras/legumes cozidos. Apenas aos domin- gos, havia carne moída, devido a uma atividade proporcionada para as crianças. Essa ação chamava-se DOMINGO MONTANHA. Buscávamos as crianças da cidade e da área rural, a fim de passar o dia na Montanha, quando realizávamos atividades recreativas e educativas; oferecíamos almoço e, após o lanche, as levávamos de volta às suas casas.

O sustento da Montanha, no geral, ocorria através do trabalho do xamã (consultas, atendimentos, cursos) e doações. Semanalmente, era realizada, na praça principal da cidade, a FEIRA DE TROCAS. Trocávamos roupas e objetos recebidos em doação por mantimentos, tais como leite, legumes, verduras, frutas e outros. Para atender também aos moradores da roça, transportávamos, de carro, roupas para efetuar trocas.

Cada dia da semana, um residente ficava a cargo da cozinha. A pontualidade era imprescindível. Não havia ajudante algum. Cozinhávamos para cerca de 25 pessoas em fogão à lenha. Tocava-se o sino para avisar que a refeição seria servida. Formava-se fila e ao cozinheiro de plantão cabia servir cada pessoa. Os visitantes adaptavam-se ao sistema de funcionamento da cozinha, sem diferenciação alguma. Ao término, cada um lavava seu prato e talheres num tanque. Normalmente, as panelas (enormes) eram lavadas pelo encarregado do dia e, raramente, havia ajuda, pois as outras pessoas já possuíam suas próprias tarefas.

Certa noite, assistíamos notícias sobre o Vietnã. Uma das crianças perguntou algo sobre esse país. Ao findar a notícia, fomos todos à biblioteca, pegamos enciclopédias e alguém leu em voz alta tudo sobre o Vietnã; seu sistema econômico, social político, religioso, cultural etc. e procurávamos, no mapa, sua localização.

Após algumas semanas, a TV foi retirada da cozinha. Nessa época, havia um gerador que funcionava das 18hs às 22hs. Todos os moradores da Montanha eram voluntários e nos ocupávamos, igualmente, das crianças e adolescentes. As funções, como apanhar lenha, era obrigação de todos.

Certo dia acompanhei uma colega (bióloga) que passeava pela Montanha com as crianças da creche e, ao avistar uma borboleta, todos pararam e ela ministrou uma aula sobre borboletas. O mesmo acontecia quando encontravam insetos, minhocas etc., além de plantas medicinais. Tudo acontecia de forma natural, aproveitando o que ocorria no momento presente. Aliás, a tônica do movimento na Montanha era viver o Presente!”

– Maria Cristina Isnard

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Depoimento: Flavia klc

Ao longo dos próximos posts vamos compartilhar memórias de pessoas que participaram da história da Montanha do Juan e da Associação Viva Criança.

Este é o depoimento de Flavia Klc, alguém que esteve presente desde o início do projeto, no final dos anos 1980, e acompanhou de perto a criação da Montanha. A seguir, seu relato:

“Hoje vou fazer meu depoimento sobre a Montanha do Juan, da qual sou fundadora – fato registrado em Agosto de 1989 – e tenho a felicidade de estar falando ainda.

A imagem acima é muito significativa para nós, das antigas, já que retrata nosso primeiro veículo comunitário e capta o momento em que subimos as peças do cata-vento.

Tudo começou quando as crianças de São Tomé das Letras começaram a se reunir em nossa casinha de pedras, e a casa ficou pequena. Então fundamos a Associação Viva Criança, decididos a dar um local físico, uma terra, um lugar para Ser… Pois falava o mestre Juan: “A primeira coisa é encontrar um lugar para Ser”.

Juan Uviedo e Flávia, uma das primeiras moradoras da Montanha, na Toca do Leão em 1986 | foto: Pablo Niemtzoff

Começamos do zero, era uma montanha pelada sem construções, sem energia elétrica, sem estrada; uma ilha no topo rodeada de nuvens.

Ganhou o título de “Sede de Campo” da Associação e ali reuníamos as crianças para recreação (durante muitos anos fomos a única piscina do bairro), para passar os domingos, férias, feriados e, ainda, para morar quem estivesse passando por um momento difícil. Naqueles tempos não existiam serviços sociais do governo, nem direitos das crianças, nem conselhos, nada.

Ao longo do tempo tudo isto foi se modificando até chegarmos no ano de 2002 quando entram em vigor todas estas normativas que não nos permitem mais ter a categoria de albergue.

Esta é só uma fração do trabalho aqui dentro do município, já que o que sustentava este trabalho era o trabalho terapêutico do Juan que foi ganhando mais e mais notoriedade devido ao seu caráter inovador e a sua indiscutível eficácia.

As pessoas de fora vinham à procurar cada vez mais estas novidades. O mapa de gestação, O jogo das Pedras, as reprogramações mentais, são parte do legado de Don Juan que alguns de nós repassamos e replicamos até hoje.

Acabou? Não sei, para mim, não; vai acabar quando ninguém mais nos procure nem nos pergunte sobre estes assuntos.

Para finalizar, relembro aqui o Jogo da Prefeitura Mirim que consistia em fazer as crianças passar por todo o processo, de escolher os candidatos, fazer as campanha e finalmente, votarem.

Esse Jogo foi no ano de 1996. Hoje, 2026, 8 nomes que passaram pela prefeitura mirim são 8 adultos que fazem parte do atual governo.

As coisas boas costumam demorar, por isso, apesar de tudo: #euacredito.”

– Flavia klc

https://www.instagram.com/flaviamariklc/

https://flaviamarianaklc.blogspot.com/

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Quem foi Juan Uviedo?

Diretor teatral, dramaturgo, ativista social e terapeuta, o argentino Juan Uviedo construiu uma trajetória marcada pela experimentação e pelo engajamento político.

Juan Uviedo foi uma figura de destaque no teatro de vanguarda entre as décadas de 1960 e 1980. Na Argentina, fundou o Taller de Investigación Teatral (TIT). Com a ditadura, exilou-se no Brasil e se estabeleceu em São Tomé das Letras (MG), onde atuou nos campos da cultura e da ação social.

Este perfil reúne documentos, registros e informações sobre a trajetória de Juan Uviedo, especialmente no teatro e no espaço conhecido como Montanha do Juan, em São Thomé das Letras.

Importante: Juan costumava dizer que “a mentira é a estratégia da verdade”. Em entrevistas, conversas e outras situações, frequentemente omitia ou embaralhava dados, datas e informações — não para afirmar uma versão falsa, mas para evitar que sua história pudesse ser facilmente rastreada, organizada ou fixada em uma lógica única. Essa postura se explica por muitos motivos, entre eles o fato de ter vivido longos períodos na clandestinidade. Durante anos, isso também foi uma forma de proteção.

Este projeto parte de outro lugar: da vontade de organizar um percurso possível a partir dos vestígios existentes, assumindo lacunas, contradições e zonas de invenção, sem deixar de expor fatos comprovados, documentos e registros.

Ao reunir esse material, buscamos facilitar o acesso a uma história importante — sem a pretensão de torná-la definitiva, mas sim organizada, pública e acessível.

Este é um trabalho em andamento, com caráter de arquivo vivo. Caso você identifique informações imprecisas, tenha materiais relevantes para compartilhar, queira reivindicar a autoria de algo ou deseje entrar em contato por qualquer motivo, escreva para: evauviedo@gmail.com.